Histórias de Sucesso

Relato 4

M. D. O., 44 anos, casada há 10 anos, 1 filha de 4 anos, tentativa de engravidar há 2 anos, natural do Brasil, procedente da Holanda.
2 anos após o nascimento da primeira filha, casal passou a tentar nova gestação, sem sucesso.

Por indicação de outra paciente, amiga dela, fui procurada para uma opinião, em meados de outubro de 2005. Trocamos diversos e-mails bastante detalhados sobre todo o histórico de saúde do casal, não sendo encontrado nenhum fator limitante para gravidez senão o fator idade da mulher.

O que nem todos sabem, é que após os 35 anos, começa a haver uma queda da fertilidade, a cada ano sucessivamente, havendo um declínio muito rápido após os 40 anos, onde todo e qualquer tratamento em reprodução assistida com óvulos próprios tem chances muito baixas de sucesso (cerca de 10-15%, após 41 anos) e o casal que se torna ciente disso, além da indicação de um tratamento, sente-se pressionado, a cada mês transcorrido. Além das baixas chances de fecundação e implantação, ocorre maiores riscos de abortamento e de alterações genéticas tanto de uma gravidez espontânea, quanto de uma gravidez assistida através de fertilização in vitro, nessa fase.

No país de origem da paciente, fui informada por ela, que as clínicas de reprodução não realizavam fertilização in vitro em mulheres de idade mais avançada, nem mesmo, induções de ovulação ou qualquer procedimento que visasse aumentar as chances de sucesso de uma gravidez. Isso é comum em vários países, por conta do grande receio de fetos comprometidos.

Baseado na espera que o casal já tinha se submetido e nas baixas chances de gravidez saudável com os próprios óvulos, com ou sem tratamento, propus procedimento de fertilização in vitro com óvulos doados, onde as taxas de sucesso são muito boas, se igualando a de mulheres com menos de 35 anos e não há qualquer risco aumentado de alteração genética. Ainda, esse procedimento, não impõe uma corrida contra o tempo a que boa parte dos casais se sentem com o passar dos anos da mulher.

Houve uma explicação detalhada de como esse tipo de tratamento é regulamentado no Brasil:

1) Uma doadora de óvulos pode doar por própria vontade, por altruísmo, unicamente para ajudar um outro casal que apresente infertilidade por outro motivo.

2) A doadora igualmente necessita do tratamento e produz quantidade de óvulos excedente a necessária para si própria.

3) O consentimento de casal doador de óvulos deve ser feito por escrito, conforme normas pré estabelecidas.

4) Doadora não deve conhecer receptora, nem receptora deve conhecer a doadora de óvulos. Ao menos essa é a regra no Brasil.

É muito comum que casal cuja mulher com mais idade oferecer uma amiga, irmã, prima mais jovem para doar óvulos. Nós, especialistas em reprodução humana, não aceitamos pelas Leis de nosso país.

Apenas é permitido por lei, doação de óvulos anônima e sem nenhum fim lucrativo: doadora não deve obter nenhum benefício por doar óvulos.

O especialista em Reprodução Assistida, juntamente com a clínica onde realiza seus seguimentos, analisa frente a um conjunto de mulheres que aceitam doar, características físicas semelhantes, tipo cor e tipo de cabelo, tom de pela, cor dos olhos, tipagem sanguínea compatível e cuida de assegurar sorologias negativas para as principais doenças infecciosas.

Muitas vezes, checamos essas semelhanças até por fotos.
Foi detalhado para o casal holandês que o papel da receptora era ter seu endométrio (forro interno da cavidade uterina) preparado com medicação adequada, sem qualquer necessidade de indução de ovulação através de injeções.

Entre as pacientes que iriam se submeter a FIV no ciclo em questão, foi selecionada potencial doadora compatível e pareados os ciclos de ambas para que a transferência de embriões se desse no melhor período de implantação para ambas.

O casal veio para o Brasil, foi conduzida a preparação de endométrio com bloqueio prévio de agonista de GnRH no 20º dia do ciclo, seguido de Estrofen a partir do 3º dia do ciclo menstrual, 1 cp/dia por 3 dias, 2 cps/dia por mais 3 dias e após, uso contínuo de 3 cps/dia. Foram realizados estudos seriados do endométrio ao ultra som até otimização de sua espessura e característica e selecionada doadora compatível. Os ciclos de ambas foram sincronizados. No dia da coleta de óvulos da doadora, houve coleta de sêmen de ambos ao esposos: da doadora e da receptora . A doadora teve 14 óvulos maduros (MII), 10 foram destinados para ela própria e injetados com espermatozóides do marido dela. Outros 4 foram doados para minha paciente (a receptora) e injetados com espermatozóide do marido da receptora.

Os embriões resultantes foram de excelente qualidade, transferidos 3 em dia +3 e após 12 dias, paciente realizou um beta HCG quantitativo que resultou 431, confirmando-se posteriormente, gestação única de uma menina, a Barbara, irmã da Cynthia, 1ª filha do casal.

Nesse ano de 2005 ainda não havia a técnica de congelamento de óvulos, que se desenvolveu e aperfeiçoou muito bem nos últimos 2 anos. Hoje, temos a possibilidade de ter um “banco de óvulos” criopreservados, o que facilita a seleção, programação e condução (logística) de tratamentos semelhantes a esse, com muito sucesso, possibilitando mulheres mais velhas, de qualquer idade, terem excelentes chances de engravidarem e dar à luz com saúde.




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