Métodos contraceptivos

Dra. Patrícia Varella Especialista em Ginecologia, Obstetrícia e Reprodução Humana Assistida

Você sabia que os contraceptivos são as principais ferramentas de planejamento familiar? Contudo, para escolher o melhor método, é recomendado que a mulher obtenha informações seguras e orientações de um ginecologista, que levará em consideração suas características individuais, o perfil da paciente e também possíveis doenças associadas que ela possa ter. 

O contraceptivo mais usado no mundo, atualmente, é a pílula, por ser um medicamento de fácil acesso e disponível em diversas formas. 

Contudo, nem sempre este é o método mais indicado, pois muitas mulheres acabam esquecendo de tomar o remédio, correndo o risco de falha. Isso sem falar que os contraceptivos orais combinados determinam um risco maior de eventos tromboembólicos, sendo indicado para que possui menos de 35 anos e baixo risco para trombose. 

Para os casos em que a pílula não é indicada, os métodos contraceptivos de longo prazo, como os sistemas intrauterinos (SIUs) ou dispositivos intrauterinos (DIUs) e os implantes anticoncepcionais podem ser mais eficazes. Porém, eles também não podem ser utilizados por qualquer pessoa e o médico deve avaliar cada caso individualmente.

Fato é que toda mulher precisa ser informada pelo ginecologista sobre os benefícios e riscos de cada método contraceptivo. 

Principais métodos contraceptivos disponíveis 

Abaixo listamos os principais métodos contraceptivos disponíveis no mercado. Confira!

Métodos Anticoncepcionais não hormonais

São aqueles em que a contracepção não utiliza hormônio. Dividem-se em três tipos: Muito eficientes, eficientes e pouco eficientes.

Muito Eficientes:

  • DIU: índice de falha 0.1%. Os DIUs de cobre e de cobre com prata são escolhidos por mulheres que desejam ter um método contraceptivo eficaz, livre de hormônios e que a mantenha protegida por um período maior (até 5 anos).
  • Vasectomia e Laqueadura: são irreversíveis, por isso, devem ser uma opção de contracepção definitiva.

Eficientes:

  • Camisinha: índice de falha 8% a 20%
  • Camisinha feminina: índice de falha 8% a 20%

Pouco eficientes:

  • Tabelinha: índice de falha 10% a 20%
  • Coito interrompido: índice de falha 15% a 20%

Métodos Anticoncepcionais Hormonais

Os métodos contraceptivos hormonais são aqueles em que a prevenção da gravidez é controlada por hormônios. Divide-se em muito eficientes e eficientes.

Muito eficientes:

  • Pílula: índice de falha 0,1%
  • Injeção anticoncepcional mensal e trimestral: índice de falha 0,1%
  • Sistema intrauterino liberador de levonorgestrel (SIU): índice de falha 0,1%. É um DIU medicado com progesterona, o Mirena, extremamente eficaz.
  • Implante: índice de falha 0,1%. É um implante subcutâneo, de nome Implanon no mercado, e que garante contracepção por liberar progesterona em baixas doses sistemicamente.
  • Anel vaginal: índice de falha 0,1%. Trata-se de um anel que deve ser inserido pela vagina por 21 dias, no mês, removido por 7 dias e reinserido um novo anel, após a pausa de 7 dias.
  • Adesivo anticoncepcional: índice de falha 0,1%. São adesivos que devem ser colados no abdômen, um adesivo por semana por 3 semanas e pausa na 4ª semana. 

Eficientes

  • Pílula do dia seguinte: índice de falha 5% a 20%. É uma contracepção de emergência indicada logo a seguir da falha de algum método. Quanto antes administrada, melhor o efeito de impedir a gestação. Não deve ser um método frequente e sim de exceção.  

Artigo escrito pela Dra. Patrícia Varella

Ginecologista, obstetra e especialista em reprodução humana assistida

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INFORMAÇÕES DO AUTOR:

Dra. Patrícia Varella Especialista em Ginecologia, Obstetrícia e Reprodução Humana Assistida

Médica formada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), também fez residência médica em Ginecologia e Obstetrícia na mesma instituição.
CRM-SP nº 93928