Vaginismo: o que é e como identificar

Dra. Patrícia Varella Especialista em Ginecologia, Obstetrícia e Reprodução Humana Assistida

É possível constatar que existem diversas doenças e distúrbios que podem afetar a saúde sexual de homens e mulheres.

No caso das mulheres, em especial, uma atenção maior precisa ser dada.

Por lidarem mais frequentemente com períodos de verdadeiras “montanhas russas hormonais”, as mulheres podem sofrer mais com problemas do tipo.

Não à toa, periodicamente os órgãos públicos fazem campanhas de conscientização para a importância dos cuidados com a saúde das mulheres.

E um desses problemas, que estimativamente afeta entre 3% e 5% das mulheres brasileiras, é o vaginismo.

Você já tinha ouvido falar desse distúrbio?

Continue a leitura para entender o que é o vaginismo, quais são os seus principais sintomas e como tratá-lo.

O que é o vaginismo?

Vaginismo: o que é e como identificar

O vaginismo é caracterizado basicamente por espasmos, contrações musculares e dores intensas na vagina.

Esse problema “dá as caras” durante a relação sexual e, na maioria dos casos, torna impossível a prática.

Acontece que tanto os espasmos quanto as contrações, estreitam o canal vaginal, impedindo a penetração.

Além disso, a dor sentida é descrita pelas mulheres acometidas como insuportável.

Com isso, continuar tentando uma penetração durante uma crise de vaginismo é praticamente torturar a mulher.

Quais são os demais sintomas do distúrbio?

Ao contrário do que se pensa, a dor e as contrações não são os únicos sintomas do vaginismo.

Com o passar do tempo, o distúrbio tende a afetar mais áreas do aparelho reprodutivo da mulher, e também a sua mente.

Veja alguns outros sinais da doença:

  • Dor ao tocar na vulva;
  • Desconforto ao fechar as pernas ou sentar;
  • Dificuldades em colocar absorventes internos e coletores menstruais;
  • Sentimento de frustração;
  • Períodos de ansiedade;
  • Baixa autoestima;
  • Entre outros.

Existem causas definidas para o problema?

Na imensa maioria dos casos, o vaginismo está ligado a fatores psicológicos.

As mulheres acometidas pelo problema geralmente têm traumas relacionados a abusos sexuais.

Além disso, um percentual dessas mulheres também sofrem com preconceitos e pensamentos limitantes em relação ao sexo.

Com isso, o cérebro basicamente envia sinais de que o ato sexual não deve ser praticado, causando as contrações musculares.

Como tratar o vaginismo?

O tratamento para o vaginismo é uma prática multidisciplinar.

Isso porque o problema não se restringe apenas ao âmbito da vagina da mulher acometida, como citamos acima.

Com isso, antes de qualquer coisa é necessário que o parceiro da mulher que tem vaginismo ajude a sua parceira, dando apoio e força nesse momento.

Já o tratamento deve envolver psicólogos, fisioterapeutas, sexólogos e, claro, um ginecologista.

A mulher que tem vaginismo geralmente se sente culpada por aquilo e não consegue se livrar das causas do problema.

Com isso, cada um dos profissionais citados tem a missão de identificar a raiz do problema, aplicando os tratamentos adequados para cada etapa do tratamento.

O tratamento para vaginismo pode durar semanas, meses ou até anos.

Mas sim, existe cura para esse problema!

Procure ajuda especializada!

Você, a sua parceira ou alguma mulher da sua convivência sofre de vaginismo?

Não adie o tratamento desse problema. Procure ajuda hoje mesmo!

E para guiar o tratamento do vaginismo com profissionalismo e eficiência, ninguém melhor que a Dra. Patrícia Varella.

A Dra Patrícia é uma especialista na saúde íntima da mulher, tendo entre as suas especialidades também a ginecologia e a obstetrícia.

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INFORMAÇÕES DO AUTOR:

Dra. Patrícia Varella Especialista em Ginecologia, Obstetrícia e Reprodução Humana Assistida

Médica formada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), também fez residência médica em Ginecologia e Obstetrícia na mesma instituição.
CRM-SP nº 93928