Corrimento vaginal é normal?

Dra. Patrícia Varella Especialista em Ginecologia, Obstetrícia e Reprodução Humana Assistida

A maioria das mulheres, desde a adolescência, se preocupam com secreções vaginais. Além disso, as mais jovens costumam ficar até com vergonha de procurar um médico. Muitas vezes, basta um pequeno desequilíbrio e pronto: lá vem o corrimento vaginal, que, aliás, pode ter uma grande multiplicidade de cheiros, cores e espessuras.

Antes de mais nada, é preciso dizer que os corrimentos vaginais nem sempre significam problemas de saúde.

Afinal, o que é corrimento vaginal?

Trata-se de uma secreção que pode possuir cor, odor que sai pela vagina durante o período do ciclo menstrual da mulher. Ele é constituído por células mortas, bactérias da flora vaginal e muco, que ocorre em todas as mulheres em idade reprodutiva.

Seu volume pode variar conforme as fases do ciclo menstrual. E varia muito de uma mulher para a outra. Algumas apresentam pouca quantidade. Outras, muita quantidade.

Quais são as principais causas do corrimento vaginal?

Entre as principais causas para o corrimento vaginal, estão:

  • Atrofia vaginal: acontece quando a vagina entra em processo de ressecamento por conta da menopausa;
  • Baixa imunidade: quando seu organismo sofre uma queda em suas defesas (muitas vezes por alimentação inadequada), a flora vaginal também pode sofrer consequências. Pode haver uma reprodução maior de fungos e bactérias, que pode levar a outras doenças;
  • Falta de higienização: principalmente após relações sexuais. É importante urinar também após o ato, e tomar um banho assim que possível!

Quando devo me preocupar?

A mulher tem uma umidificação natural da vagina que varia pouco ao longo do mês. Dessa forma,  é importante ficar alerta para a mudança da cor, cheiro e fluxo. Assim, caso o líquido for muito espesso, tiver cor e for seguido de cheiro forte e coceira, procure um médico para iniciar o tratamento adequado.

Se o corrimento tiver como causa uma enfermidade, o tratamento será feito à base de medicamentos. Lembre-se: a característica habitual é transparente, sem odor e ocorre em pequenas quantidades.

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INFORMAÇÕES DO AUTOR:

Dra. Patrícia Varella Especialista em Ginecologia, Obstetrícia e Reprodução Humana Assistida

Médica formada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), também fez residência médica em Ginecologia e Obstetrícia na mesma instituição.
CRM-SP nº 93928